O pai e o filho

Ontem não estava muito bem e o Anthony com a corda toda, fato, fatissimo da maternidade, o dia em que você estiver mais cansada, doente, etc, será o dia em que seu filho tirará um “cochilo” de 4h30 durante a tarde…pode rir, eu sei que você se identificou com isso!

Pedi para o Anthony deitar comigo e me contar uma história, meia noite meu marido chegou e perguntou se ele não queria ir para a sala com ele, não só ele quis como foi todo feliz e saltitante (literalmente) para a sala.

Eles quebraram um pires, e combinaram que não contariam a ninguém…(ideia do Anthony), e não contaram mesmo, eu que ouvi a conversa entre as cochiladas.

Brincaram de montar.

Assistiram desenho.

Riram, conversaram e se divertiram muito.

Ontem eles estreitaram os laços, reforçaram os elos e me fizeram derreter de amor.

Fui dormir com o coração leve e cheio de gratidão, por poder assistir de pertinho o quão linda é a construção do relacionamento entre um pai e um filho e o quanto meu marido tem se esforçado para ser um pai melhor a cada dia.

Ser mãe…

Consigo lembrar com riqueza de detalhes o dia em que descobri que estava grávida, dois dias de atraso, um sonho do marido e uma certeza muito forte no meu coração, antes de ver o resultado do teste da farmácia, eu já sabia, sentia sua presença comigo.
Desde esse dia tenho aprendido a ser mãe, ser mãe é muito mais do que criar, educar e amar um filho.
Ser mãe é ser corajosa, fervorosa, paciente, persistente, sensível, transformadora, lutadora.
Não há no mundo dor maior do que a de um filho, não há oração mais poderosa do que a de uma mãe.
Mesmo quando todos desistem a mãe permanece, em pé, lutando, sem demonstrar para ninguém seus ferimentos.
Todo o esforço, todo o cansaço, toda a dor, se esvaem diante do sorriso de um filho, diante do afago de suas mãos e do reconforto de seus abraços.
Ser mãe dói, cansa, machuca, transforma, mas também liberta, reinventa, fortalece e engrandece.
Ser mãe é o melhor presente que Deus me deu.
À todas vocês, guerreiras corajosas, mães amorosas…
Feliz Dia das Mães!

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Desfralde

Retirada de: http://educarparacrescer.abril.com.br/imagens/comportamento/desfralde.jpg

 

E com 2 anos e 2 meses o Anthony estava desfraldado.

O processo do desfralde foi concluído com sucesso em 5 dias, sem choro, sem trauma e com pouquíssimos “acidentes” (leia-se xixi e coco na roupa).

Ele agora usa fralda só para dormir e passa dias sem nenhum escape ou “acidente”.

E se tem uma dica que posso dar é: espere a criança estar preparada.

Todas as outras dicas simplesmente não funcionam sem essa.

Não acredito que exista uma idade certa, cada criança tem seu tempo, seu próprio ritmo, e acho uma injustiça sem tamanho querer padronizar isto, não é porque seu filho tem dois anos que ele tem que deixar de usar fralda.

Comparar pessoas é uma injustiça, comparar crianças então é no mínimo cruel, não há um botão mágico dentro das crianças que aciona o desfralde quando eles fazem dois anos, então porque estabelecer uma idade para um processo que deve ser natural?

Tentamos tirar a fralda dele quando ele fez dois anos, por duas vezes, e as duas foram um verdadeiro fiasco, ele simplesmente não estava preparado, e confesso com muita vergonha e cheia de culpa que essas duas tentativas só aconteceram por que estava cansada das cobranças, de escutar que o filho do ciclano tinha 1 ano e 8 meses e já não usava mais fralda, o filho do beltrano com 1 ano e 6 meses pedia para ir ao banheiro…

Sei como as cobranças e comparações incomodam e até magoam, mas quando eu entendi que o desfralde só daria certo quando o Anthony estivesse preparado ficou muito mais fácil lidar com toda a pressão vinda das pessoas.

A creche enviou um bilhete no caderno avisando do desfralde com um panfleto cheio de informações, passei o dia anterior dizendo para ele que no outro dia ele ficaria sem fralda, comprei junto com ele cuequinhas e expliquei que agora ele faria xixi e coco no banheiro como a mamãe, o papai. E o primeiro dia sem fralda foi um sucesso, só escapou xixi na roupa uma vez, e assim foram seguindo os dias, com no máximo um “acidente” por dia.

Ele pede para ir ao banheiro algumas vezes, mas na grande maioria nós temos que lembra-lo de que está na hora, fazemos isso de 30 em 30 minutos, e não tem mais acontecido nenhum “acidente”.

Esperar o tempo dele foi a melhor e mais acertada escolha que fizemos.

 

 

 

 

Vou te sarar…

Brincando no quintal com a Lucy (nossa SRD), o Anthony acertou uma bolinha em mim, dessas bem duras:
– Ai filho você me machucou! , e doeu mesmo…
– Vou te sarar mãe! –
E começa a me dar um monte de beijos bem estalados!
Quem é que não sara com um monte de beijos bem estalados?! Rsrsrs

Precisamos falar sobre o machismo!!!

Eu poderia vir aqui contar sobre  o desfralde, sobre o desenvolvimento do Anthony ou sobre a loucura que está sendo cuidar de filho, casa, marido and cachorra filhote super ativa! Mas algo tem me incomodado muito e eu não consigo simplesmente passar por cima.
Já é tão complicado ser mulher e nem vou enumerar todos os milhares de motivos, e fica ainda mais difícil e doloroso quando vejo mulheres sendo machistas, naturalizando o machismo e demonizando o feminismo, porque é tão difícil criar uma rede de apoio?
Você concordar que a máquina de lavar fez mais para as mulheres do que o feminismo é muita muita falta de informação, é cuspir no prato que comeu, se hoje temos espaço na politica, na internet, no mundo, é graças a essas mulheres feministas que foram lá e lutaram por isso, você não concordar com o movimento é um direito seu, agora desmerecê-lo é no minimo muita injustiça.
Dezenas de mulheres são estupradas, assediadas, assassinadas e espancadas diariamente.
Mulheres ganham menos que homens para trabalhar na mesma função.
Quem dera eu estivesse inventando tudo isso, uma rápida pesquisa no Google embasa tudo o que acabei de escrever.
Tem muita coisa que não concordo dentro do movimento, alguns pontos ainda são muito confusos para mim, mas um fato é crucial para que eu me declare feminista, sou  mulher e entendo que juntas somos muito mais fortes!
Entendo que ser feminista é lutar por igualdade, por respeito, por liberdade, e que ser feminista não me impede de usar maquiagem (embora eu não use), de ser romântica, de cuidar da casa e de ser mãe.
É preciso parar de tratar o machismo como algo natural, não é e não deve ser, e tem de ser combatido desde sempre, busco educar o Anthony para que ele se torne um homem íntegro, que respeite à todos, que não trate as mulheres como objetos e que entenda que todos temos direitos e deveres iguais! E fica aqui o meu desejo para que em todas as famílias seja assim!
Porque hoje eu não desejo para as mulheres flores ou bombons, eu desejo respeito, eu desejo igualdade!